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A casa caiu para a Bossland! Blizzard consegue processar a empresa em mais de 8 milhões

Quem é do cenário competitivo dos games com certeza já escutou ou leu alguma notícia sobre a Bossland, empresa que cria e vende trapaças para vários tipos de jogos. A empresa alemã consegue agir dessa forma pois trabalha sob a  jurisdição do seu país e fica fora dos limites de ações das empresas que acaba lesionando com seu trabalho, como por exemplo, a Blizzard.

Quando se trata de dinheiro, a coisa fica realmente séria, e no caso da Blizzard isso nem é o problema. A Blizzard possui uma política muito rígida quanto a trapaceiros. bane centenas de contas diariamente, fora as “ban waves”, onde a rasteira é dada em massa ocasionalmente. Blizzard preza muito mais a sua reputação. Ter alguém criando e vendendo trapaças livremente para seus jogos torna as coisas bem desagradáveis, não só apenas para Overwatch. A Bossland fabrica bots até para Heartstone e World of Warcraft. Reputação e transparência são marcas registradas da Blizzard. É inadmissível pela empresa permitir uso de bots e hacks livremente. Bossland é difícil de alcançar judicialmente

A Bossland fica juridicamente protegida por conta das leis germânicas. É muito complicado realizar uma ação direta que impeça que as trapaças sejam criadas e vendidas. Primeiro, a Blizzard já havia conseguido tirar de circulação a trapaça Watchover Tyrant (uma modificação que habilitava um radar mostrando os inimigos). Agora a Blizzard conseguiu achar uma brecha e a Bossland sentiu o peso do martelo em um processo alegando quebra de direitos autorais. Alega-se que para criar tais ferramentas, foi necessário quebrar o código fonte do jogo e copiar partes dele, o que segundo o DMCA é crime passível de punição. A casa caiu

Isso só foi realmente possível pois a Bossland ignorou uma ação judicial emitida pelo estado da Califórnia após ter tentando ter esse pedido negado. Assim sendo, a justiça alemã determinou um prazo de 24 horas que não foi cumprido, e isso permitiu à Blizzard mover uma moção (em inglês) chamada “julgamento por omissão”.

Blizzard está pedindo nada menos que a quantia de 200 dólares por violação. Isso totaliza a modesta soma de US$ 8.563.600. “Nessa ação, a Blizzard busca apenas os danos morais mínimos na quantia de US$ 200 por violação. Embora a Blizzard esteja no direito de solicitar um valor maior, ela apenas quer reparação mínima” (tradução livre presente na moção)

Claro que a Bossland ainda pode tentar recorrer da ação, entretanto suas chances são praticamente nulas. Além de ter ignorado uma intimação, pediu-se o valor mínimo por reparação, que segundo a lei não pode ser negociado. A saída é a empresa alemã provar que não houve violação de direitos autorais.

Pode parecer muito dinheiro para nós, pobres mortais. U$ 8,5 milhões é uma quantia bem aquém da que a Bossland possa ter lucrado vendendo trapaças.

Demorou para que algo pudesse ter sido feito, mas a Blizzard não desistiu e a Justiça Veio de Cima. Só nos resta aguardar o desenlace desse capítulo e torcer para que os hackers sejam cada vez menos frequentes.

Ficou surpreendido pelo troco de bala exigido pela Blizzard? Comente!

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